Salomão, Kaiuca & Abrahão

Um negócio sem fronteiras
Jornal O Globo
 
 
18/10/2012

 

ARTIGO: Um negócio sem fronteiras
Fonte: O Globo
Notícia publicada em: 16/10/2012
Autor: José Carlos Abrahão

A imprensa dedica a cada dia mais espaço às questões da saúde. Ao acompanhar as recentes reportagens sobre a megaoperação do setor, sobre a união do plano de saúde número um da América com o do Brasil, não pude deixar de ficar feliz em ver que a economia mais importante do planeta — EUA — está investindo no Brasil.

Mais de dois anos de estudos para escolherem o Brasil como o local ideal para o investimento, o que demonstra o quanto os empresários do setor acreditam e confiam na regulação da saúde em nosso país.

É um fato histórico. Essa vitória nas páginas do intercambio mundial do setor vai trazer novos investimentos em tecnologia. Lembrando que essa ação não ficará confinada em uma empresa, ela irá se alastrar e criará uma cultura na nação. É importante, também, ressaltar que essa troca de informação, bem como as oportunidades que surgirão para os profissionais brasileiros e as novas experiências científicas irão com certeza contribuir muito para o desenvolvimento do setor. Neste momento, o Brasil vive uma grande mobilização entre todos os níveis do Sistema de Saúde. Os números são expressivos, o segmento deixou de ser um braço social e assistencial para se tornar um importante braço da economia brasileira. O setor congrega mais de 244 mil estabelecimentos de serviços, 6.800 hospitais — dentre os quais, muitos são de elevada categoria — comparável aos grandes centros mundiais de Saúde, além de empregar 3 milhões de trabalhadores diretamente e outros 5 milhões indiretos, representa 9,5% do PIB do Brasil, não recebe incentivos tributários, nem é contemplado com desonerações. Apesar disso, continua nos últimos três anos com saldo positivo na geração de postos de trabalho.

O Brasil caminha a passos largos com a universalização do atendimento à saúde, contando com a iniciativa privada, que no nosso país é responsável por 57% do investimento no setor, sendo este um importante exemplo de parceria público-privada. Esta integração proporciona um investimento per capita em torno de US$ 900 por ano, o que ainda é muito aquém da média de US$ 2.500 a US$ 3.000 per capita, nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Não somos uma linha de montagem industrial, nossos hospitais e serviços de saúde continuam em franco crescimento e desenvolvimento, não só físico, mas tecnológico e em recursos humanos, desenvolvendo processos de atendimento, inclusive em suas emergências e urgências qualificadas, conforme os princípios das instituições nacionais e internacionais.

O Sistema de Saúde brasileiro constitui-se de uma complexa engrenagem composta pelo governo, prestadores e operadoras de serviço, que necessitam de interação harmônica.
Portanto, devemos continuar a buscar uma relação equilibrada, a cada dia mais humanizada, em prol de uma assistência à população brasileira com qualidade e com segurança, conforme os princípios da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O nosso desafio é o equilíbrio da relação entre o público e o privado, agregando valores para que possamos atender aos 190 milhões de brasileiros sem distinção, incluindo os estrangeiros Não somos uma linha de montagem, no país, com dignidade e qualidade.

José Carlos Abrahão é presidente da Confederação Nacional da Saúde

 

 
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