Salomão, Kaiuca & Abrahão

Audiovisual é importante sob ponto de vista econômico, defende Paulo Schmidt
Supremo Tribunal Federal
 
 
25/02/2013

O vice-presidente da Associação Brasileira de Produção de Obras Audiovisuais (APRO), Paulo Schimdt, em exposição na audiência pública do Supremo Tribunal Federal (STF) que discute a Lei 12.485/2011, novo marco regulatório da TV por assinatura no Brasil, considera que a produção audiovisual é extremamente importante para os diversos países sob o ponto de vista econômico. Ele ressaltou que, desde os anos 1940, os norte-americanos passaram a enxergar o cinema como estratégico para a promoção da indústria local. “O audiovisual é hoje extremamente importante para um país, não só do ponto de vista cultural, mas também do econômico”, defendeu o representante da APRO.

Segundo Schmidt, a TV por assinatura, com pouco mais de 16 milhões de assinantes, já fatura mais que a TV aberta, mas produz menos de 1% de conteúdo nacional, ao passo que as abertas têm quase todo seu conteúdo produzido no mercado nacional. O vice-presidente da APRO considera que a implantação de cotas é uma semente que tem a função de consolidar um espaço nos próximos 10 anos. Segundo ele, o desejo dos produtores é que os canais olhem para o conteúdo nacional como relevante e estratégico para cativar novos assinantes e novas audiências. “Se conseguirmos manter e, quiçá, passar dos 10 anos esse fluxo constante de produção nacional, nós de fato vamos começar a construir uma verdadeira indústria do audiovisual”, disse. 

Ele lembrou que, nos primeiros anos da televisão no Brasil, não havia condições de se terceirizar a produção, pois as transmissões eram ao vivo. Segundo ele, isto fez com que as emissoras construíssem grandes estruturas de produção e passassem a concentrar, de forma verticalizada, técnicos e talentos. “Não podemos negar que os nossos exibidores de televisão são os grandes produtores de conteúdo audiovisual”, disse Schimdt.

O representante da associação destacou que, na década de 1960, quando chegou o videoteipe no país, passou a ser vislumbrada a possibilidade de uma terceirização da produção. Ele informou que o primeiro seriado brasileiro independente, O Vigilante Rodoviário, surge em 1962, que teve 36 episódios e foi rodado inteiramente em película. 

“Mais ou menos na mesma época os Estados Unidos estavam fortalecendo sua produção independente e hoje quando se diz que o Brasil não tem cultura e know-how para produzir seriados, não podemos esquecer que, há 50 anos, produzimos a primeira série”, frisou o vice-presidente da APRO.

Schimdt argumentou que o cinema nacional já produz hoje mais de 100 títulos por ano e que o mesmo pode ocorrer com a produção para televisão. Segundo ele, não faltam ideias ou conteúdo, mas mecanismos para absorver, documentar e organizar a produção. “Acho que aqui no Brasil também se encontra a oportunidade de produzir conteúdo e enviar para outros países”, defende.

Em sua opinião, a grande responsabilidade sobre a qualidade do conteúdo é dos canais de TV fechada, que têm controle sobre o que exibem e não precisam comprar conteúdo de qualidade inferior. “Se um canal comprar conteúdo ruim, a decisão foi dele e não de quem produz”, ressaltou.

PR/EH

URL: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=231842

 
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